﻿<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?><rss version="2.0"><channel><title>MSF - msf.org.br</title><link>http://www.msf.org.br</link><description>Médicos Sem Fronteiras</description><copyright>MSF.ORG.BR (c) Todos os direitos reservados</copyright><ttl>5</ttl><item><title>RDC: Nova onda de violência em Kivu Sul</title><description>&lt;p&gt;&lt;img style="float: left; margin: 8px 10px;" src="../Arquivos/Img/noticia/rdc_53567.jpg" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o m&amp;eacute;dico-humanit&amp;aacute;ria M&amp;eacute;dicos Sem Fronteiras (MSF) est&amp;aacute; profundamente preocupada com o agravamento r&amp;aacute;pido da situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o na &amp;aacute;rea isolada de Haut Plateaux, na regi&amp;atilde;o de Uvira, em Kivu Sul, na Rep&amp;uacute;blica Democr&amp;aacute;tica do Congo (RDC).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Milhares de civis est&amp;atilde;o encurralados pelo conflito que assola a regi&amp;atilde;o desde o in&amp;iacute;cio de fevereiro deste ano, entre o ex&amp;eacute;rcito congol&amp;ecirc;s (FARDC), rebeldes do FDLR e diversos grupos armados. Viol&amp;ecirc;ncias contra os civis s&amp;atilde;o frequentes, al&amp;eacute;m do que, as constantes amea&amp;ccedil;as impedem pessoas feridas de chegar ao hospital local, onde uma equipe cir&amp;uacute;rgica de MSF est&amp;aacute; trabalhando. Atualmente, MSF &amp;eacute; a &amp;uacute;nica organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o m&amp;eacute;dica fornecendo cuidados m&amp;eacute;dicos diretos na regi&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;ldquo;N&amp;oacute;s ouvimos de pessoas que chegaram em nossa estrutura m&amp;eacute;dica que existem muitos civis com medo de vir ao hospital, eles temem constantemente o ataque de grupos armados. N&amp;atilde;o existe lugar seguro onde eles possam se esconder&amp;rdquo;, disse Philippe Havet, o chefe da miss&amp;atilde;o de MSF na RDC. &amp;ldquo;Hauts Plateaux &amp;eacute; uma &amp;aacute;rea muito isolada com montanhas que chegam a 3 mil metros de altura e sem nenhuma estrada. Os confrontos entre os combatentes s&amp;atilde;o muito acirrados e os civis s&amp;atilde;o v&amp;iacute;timas diretas. N&amp;oacute;s tememos que muitas pessoas possam vir a morrer, porque elas n&amp;atilde;o podem chegar ao hospital e receber o assist&amp;ecirc;ncia m&amp;eacute;dica de que necessitam para terem suas vidas salvas.&amp;rdquo;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde o in&amp;iacute;cio de fevereiro, a intensa batalha em Hauts Plateaux for&amp;ccedil;ou mais de 10 mil pessoas a abandonarem suas vilas (Kitoga, Mugutu, Birunga e Kangova) e eles tem buscado ref&amp;uacute;gio na &amp;aacute;rea de Mukumba. Em 10 de fevereiro, uma equipe m&amp;eacute;dica de MSF come&amp;ccedil;ou a prestar assist&amp;ecirc;ncia m&amp;eacute;dica emergencial em Hauts Plateaux para as fam&amp;iacute;lias deslocadas. Desde ent&amp;atilde;o, MSF levou cuidados m&amp;eacute;dicos &amp;agrave; vila de Kihuha para mais de 750 pacientes sofrendo principalmente de diarreia aguda e infec&amp;ccedil;&amp;otilde;es respirat&amp;oacute;rias.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A equipe tamb&amp;eacute;m tem recebido dezenas de pessoas feridas, incluindo crian&amp;ccedil;as, precisando de cuidados cir&amp;uacute;rgicos de emerg&amp;ecirc;ncia. Uma segunda equipe de MSF, especializada em cirurgia emergencial, chegou alguns dias depois ao hospital na vila pr&amp;oacute;xima de Katanga, que &amp;eacute; equipado com uma ala de opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es, capaz de atender os civis feridos nos violentos confrontos. Entretanto, a equipe tem conduzido poucas cirurgias porque os civis est&amp;atilde;o extremamente assustados para ir at&amp;eacute; o hospital buscar ajuda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Atualmente MSF &amp;eacute; a &amp;uacute;nica organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o internacional humanit&amp;aacute;ria levando atendimento m&amp;eacute;dico direto &amp;agrave; regi&amp;atilde;o de Hauts Plateaux. As equipes de MSF enfrentam grandes desafios nos seus esfor&amp;ccedil;os para levar cuidados m&amp;eacute;dicos &amp;agrave;s fam&amp;iacute;lias deslocadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;ldquo;Leva entre cinco a seis horas a p&amp;eacute; para se chegar at&amp;eacute; nossa base m&amp;eacute;dica em Kihuha e mais duas horas de l&amp;aacute; at&amp;eacute; o hospital em Katanga, onde nossa equipe cir&amp;uacute;rgica se encontra,&amp;rdquo; disse Steve Avoci, cirurgi&amp;atilde;o de MSF em Katanga. &amp;ldquo;Aqui &amp;eacute; muito isolado e as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;atilde;o muito dif&amp;iacute;ceis. Poucos dias atr&amp;aacute;s, um paciente chegou precisando de cirurgia urgente. Era uma cirurgia complicada e era imposs&amp;iacute;vel referir ele para outra estrutura apropriada, ent&amp;atilde;o um cirurgi&amp;atilde;o de MSF, baseado em Bukavu, me ajudou pelo telefone a operar o paciente ferido.&amp;rdquo;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com a deteriora&amp;ccedil;&amp;atilde;o gradual da situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Hauts Plateaux, MSF est&amp;aacute; extremamente preocupada com o destino de milhares de pessoas deslocadas internamente, presas no conflito. MSF pede que os grupos armados respeitem as leis humanit&amp;aacute;rias internacionais, a seguran&amp;ccedil;a dos civis e permitam o acesso imediato de cuidados m&amp;eacute;dicos de emerg&amp;ecirc;ncia para os feridos durante o conflito.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;ldquo;Civis feridos precisam desesperadamente de prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o e assist&amp;ecirc;ncia m&amp;eacute;dica emergencial. Eles merecem o direito de ter acesso sem obstru&amp;ccedil;&amp;atilde;o a nossas equipes m&amp;eacute;dicas&amp;rdquo;, disse Phillippe Havet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MSF est&amp;aacute; atualmente trabalhando em Kalonge e Kitutu, em Kivu Sul, dando apoio a centros de sa&amp;uacute;de e utilizando cl&amp;iacute;nicas m&amp;oacute;veis para providenciar cuidados prim&amp;aacute;rios e assist&amp;ecirc;ncia de emerg&amp;ecirc;ncia para deslocados e fam&amp;iacute;lias que moram na regi&amp;atilde;o. MSF tamb&amp;eacute;m est&amp;aacute; apoiando o Hospital Baraka e um centro de tratamento de c&amp;oacute;lera em Fizi, tendo como alvo as maiores causa de morte e doen&amp;ccedil;a (nomeadamente mal&amp;aacute;ria, tuberculose e c&amp;oacute;lera), com &amp;ecirc;nfase em sa&amp;uacute;de reprodutiva. Em Kivu Norte, apesar da atual onda de viol&amp;ecirc;ncia e inseguran&amp;ccedil;a, MSF organiza programas m&amp;eacute;dicos em Rutshuru, Nyanzale, Masisi, Mweso, e Kitchanga. Setenta e seis expatriados est&amp;atilde;o trabalhando junto com 1.144 colegas congoleses nos projetos de MSF em Kivu Norte e Kivu Sul.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description><link>http://msf.org.br:80/Noticia.aspx?c=1118</link><pubDate>11/03/2010</pubDate></item><item><title>Afeganistão: Medo na província de Helmad</title><description>&lt;p&gt;&lt;img style="float: left; margin: 8px 10px;" src="../Arquivos/Img/noticia/afeganistao_53809.jpg" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;M&amp;eacute;dicos Sem Fronteiras (MSF) est&amp;aacute; atualmente apoiando o hospital regional Boost, em Lashkargah, capital da prov&amp;iacute;ncia de Helmand, Afeganist&amp;atilde;o, providenciando cuidados m&amp;eacute;dicos gratuitos e que salvam vidas em todas as &amp;aacute;reas, incluindo maternidade, pediatria, cirurgia e alas de emerg&amp;ecirc;ncia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar das recentes ofensivas da Coaliz&amp;atilde;o junto com as For&amp;ccedil;as do governo em Marjah e Nad Ali terem atra&amp;iacute;do muita aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o, as outras &amp;aacute;reas de Helmand tamb&amp;eacute;m tem sido duramente atingidas pelo conflito em curso.&amp;nbsp;Uma das consequ&amp;ecirc;ncias mais alarmantes do conflito tem sido que as pessoas vivendo ao longo da prov&amp;iacute;ncia est&amp;atilde;o sendo impedidas de ter acesso aos cuidados m&amp;eacute;dicos de que precisam desesperadamente.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;ldquo;Eu cheguei esta manha no Hospital de Boost com minha crian&amp;ccedil;a doente&amp;rdquo;, disse Fatima*, sentada na ala pedi&amp;aacute;trica com o beb&amp;ecirc; em seus bra&amp;ccedil;os. Ela &amp;eacute; do distrito de Nawa-I-Barakzavi, que faz fronteira com Larshkargah. &amp;ldquo;Eu tenho tr&amp;ecirc;s crian&amp;ccedil;as, e esta est&amp;aacute; doente. Ela tem cinco meses. O leite do meu peito acabou. Ela est&amp;aacute; com fome, e eu simplesmente n&amp;atilde;o tenho nada para dar a ela em casa.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em novembro de 2009, MSF come&amp;ccedil;ou a apoiar o Hospital Boost em Larshkargah onde aproximadamente um milh&amp;atilde;o de habitantes est&amp;atilde;o entre as pessoas mais afetadas pelo conflito entre a Coaliz&amp;atilde;o e as for&amp;ccedil;as do Governo Afeg&amp;atilde;o de um lado e v&amp;aacute;rios grupos de oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de outro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;aacute; aprisionada h&amp;aacute; anos em condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de pobreza e de falta geral de acesso a tratamentos m&amp;eacute;dicos, particularmente de cuidados de sa&amp;uacute;de secund&amp;aacute;rios. Hospitais p&amp;uacute;blicos n&amp;atilde;o funcionam e cl&amp;iacute;nicas privadas s&amp;atilde;o frequentemente inacess&amp;iacute;veis por serem muito caras. Isto torna quase imposs&amp;iacute;vel para as pessoas ter acesso a servi&amp;ccedil;os de sa&amp;uacute;de adequados. O Hospital Boost &amp;eacute; um dos &amp;uacute;nicos dois hospitais p&amp;uacute;blicos de refer&amp;ecirc;ncia que restaram no sul do Afeganist&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Agrave; primeira vista, o hospital parece em boas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es, e equipes m&amp;eacute;dicas podem ser vistas trabalhando.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;ldquo;Mas se voc&amp;ecirc; analisar mais de perto, vai descobrir que o hospital n&amp;atilde;o tem estado em funcionamento, e n&amp;atilde;o est&amp;aacute; acess&amp;iacute;vel aos pacientes por v&amp;aacute;rias raz&amp;otilde;es&amp;rdquo;, explicou Volker Lankow, coordenador do projeto de MSF.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Havia uma aus&amp;ecirc;ncia alarmante de medicamentos gratuitos num lugar onde essa despesa desencorajava as pessoas a irem at&amp;eacute; um hospital buscar os cuidados de que precisavam. MSF come&amp;ccedil;ou a apoiar o fornecimento de servi&amp;ccedil;os de sa&amp;uacute;de no hospital oferecendo rem&amp;eacute;dios gr&amp;aacute;tis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;ldquo;Eu j&amp;aacute; ou&amp;ccedil;o da comunidade que isso faz uma grande diferen&amp;ccedil;a para a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, disse Volker.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Presen&amp;ccedil;a de Fatima no Hospital Boost &amp;eacute; exemplo da quest&amp;atilde;o: "Eu fui a uma cl&amp;iacute;nica na cidade antes, mas eu tinha que pagar pelos medicamentos. Eu n&amp;atilde;o tenho nenhum dinheiro. Ent&amp;atilde;o, uma mulher me disse que eu conseguiria rem&amp;eacute;dios gratuitos para o tratamento aqui. &amp;Eacute; por isso que eu vim", disse ela.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora que medicamentos de qualidade est&amp;atilde;o dispon&amp;iacute;veis gratuitamente, sistemas eficazes de prescri&amp;ccedil;&amp;atilde;o de medicamentos precisam ser desenvolvidos. Uma das partes mais importantes do trabalho de apoio de MSF no Hospital Boost ser&amp;aacute; ajudar a equipe a melhorar seus protocolos de tratamento. Isto ir&amp;aacute; melhorar a efici&amp;ecirc;ncia de toda a opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o e &amp;eacute; urgentemente necess&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Expatriados nas fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es de cirurgi&amp;atilde;o, anestesista, m&amp;eacute;dico, enfermeira e parteira agora trabalham em conjunto com a equipe m&amp;eacute;dica do hospital para melhorar a qualidade do tratamento e para fornecer um pacote m&amp;eacute;dico completo e gratuito aos pacientes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Reorganizamos a zona de res&amp;iacute;duos e trabalhamos no sistema de esteriliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a sala de opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es", disse Volker. "Tamb&amp;eacute;m criamos uma nova sala dedicada a ante-e p&amp;oacute;s-natal para mulheres, bem como para o planejamento familiar. E ainda h&amp;aacute; muito trabalho a fazer para melhorar a esteriliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a gest&amp;atilde;o global de higiene dentro do hospital. Mas n&amp;atilde;o se trata apenas da implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de atendimento gratuito e da reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do hospital. Tamb&amp;eacute;m vamos ter tempo para treinar e orientar os funcion&amp;aacute;rios sobre como usar esses recursos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo de MSF n&amp;atilde;o &amp;eacute; o de assumir a responsabilidade do hospital, que possui 120 leitos. Em vez disso, a meta &amp;eacute; garantir que a equipe esteja sempre presente, e que a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o m&amp;eacute;dica de qualidade e adequada esteja dispon&amp;iacute;vel gratuitamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Para o cuidado ser completo, precisa estar prontamente dispon&amp;iacute;vel", disse Volker. "Um dos nossos objetivos &amp;eacute; propor um hospital que funcione 24 horas por dia, sete dias por semana. Temos de garantir uma presen&amp;ccedil;a permanente da equipe m&amp;eacute;dica e servi&amp;ccedil;os funcionais, livres de cobran&amp;ccedil;as.&amp;rdquo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um aspecto essencial do trabalho de MSF no hospital Boost tem sido garantir que seja um ambiente seguro, uma das maiores barreiras para pessoas que procuram cuidados m&amp;eacute;dicos. Fatima, que est&amp;aacute; atualmente no hospital Boost para come&amp;ccedil;ar o tratamento do seu beb&amp;ecirc;, disse que pessoas armadas est&amp;atilde;o agora ficando em algumas cl&amp;iacute;nicas perto de sua cidade, e que ela tem medo de ir l&amp;aacute;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Uma das nossas prioridades aqui tem sido trabalhar a pol&amp;iacute;tica de &amp;ldquo;n&amp;atilde;o &amp;agrave;s armas&amp;rdquo; no Hospital de Boost, disse Volker. "Todos os dias, as pessoas me dizem que est&amp;atilde;o sofrendo com a guerra que assola a prov&amp;iacute;ncia, e que eles t&amp;ecirc;m medo de entrar num hospital cheio de gente andando com suas armas. Todo paciente tem o direito de ser tratado e se recuperar em um lugar seguro, e estamos trabalhando duro para garantir que a pol&amp;iacute;tica de &amp;ldquo;n&amp;atilde;o &amp;agrave;s armas&amp;rdquo; seja respeitada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na entrada do port&amp;atilde;o do hospital, uma placa que diz &amp;ldquo;armas n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o permitidas&amp;rdquo; fica pr&amp;oacute;xima dos guardas que garantem que todos os pacientes e visitantes deixem suas armas para tr&amp;aacute;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoje, o hospital Boost j&amp;aacute; n&amp;atilde;o parece um campo de batalha: nenhuma arma entra no complexo de sa&amp;uacute;de, e nenhum tipo de ass&amp;eacute;dio &amp;eacute; tolerado. O interior do complexo hospitalar parece&amp;nbsp; tranquilo, mesmo que os sons da guerra sejam ouvidos no ar e que os helic&amp;oacute;pteros sejam uma presen&amp;ccedil;a constante nos c&amp;eacute;us.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na ala masculina, Nadeem *, um homem de 45 anos de idade, encontra-se em sua cama. Ele conseguiu sair de Marjah no meio da ofensiva armada em um t&amp;aacute;xi do Crescente Vermelho. O carro estava transportando feridos com necessidade urgente de cirurgia. Ele n&amp;atilde;o foi ferido no conflito, mas sofre de problemas severos no est&amp;ocirc;mago e precisou de tratamento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"N&amp;atilde;o havia medicamentos ou estruturas de sa&amp;uacute;de dispon&amp;iacute;veis em Marjah", explicou. "O caminho todo eu pensei que ia morrer - n&amp;atilde;o por causa da minha doen&amp;ccedil;a, mas por causa dos bombardeios e das minas terrestres. Minha esposa e meus filhos est&amp;atilde;o em Marjah. Assim que eu melhorar, preciso voltar para l&amp;aacute;. Mas n&amp;atilde;o vai ser f&amp;aacute;cil voltar, pois deixar de receber tratamento &amp;eacute; muito perigoso. Estou muito preocupado."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A inseguran&amp;ccedil;a foi uma barreira para o acesso aos cuidados de sa&amp;uacute;de por um longo tempo", disse Volker. "A ofensiva armada em curso em Marjah e Nad Ali s&amp;oacute; vai tornar tudo mais dif&amp;iacute;cil e temos medo que uma grande quantidade de pacientes - feridos de guerra, bem como todos os outros pacientes que precisam urgentemente de tratamento adequado e acess&amp;iacute;vel - n&amp;atilde;o possa acessar as estruturas de sa&amp;uacute;de como o hospital de Boost. Hoje, menos de 50 por cento dos leitos do hospital est&amp;atilde;o ocupados, embora saibamos que os hospitais distritais na prov&amp;iacute;ncia de Helmand est&amp;atilde;o funcionando mal, se &amp;eacute; que funcionam."&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Durante as &amp;uacute;ltimas tr&amp;ecirc;s semanas, toda a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o ficou concentrado em Marjah e&amp;nbsp; Nad Ali, enquanto o conflito tem sido sentido em toda a prov&amp;iacute;ncia de Helmand, impedindo as pessoas de acessar cuidados de sa&amp;uacute;de adequados. MSF pediu que todas as partes envolvidas no conflito permitam que pessoas com necessidades de sa&amp;uacute;de possam acessar instala&amp;ccedil;&amp;otilde;es m&amp;eacute;dicas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;MSF escolhe contar apenas com doa&amp;ccedil;&amp;otilde;es privadas para o seu trabalho no Afeganist&amp;atilde;o, e n&amp;atilde;o aceita financiamento de nenhum governo. Atualmente, al&amp;eacute;m de seu apoio para impulsionar o hospital em Lashkargah, MSF apoia o Hospital Ahmed Shah Baba, em Cabul oriental. Em ambos os locais, o objetivo da organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; fornecer material de salvamento e assist&amp;ecirc;ncia m&amp;eacute;dica gratuita usando drogas eficazes e trabalhando em todas as &amp;aacute;reas, incluindo maternidade, pediatria, cirurgia e salas de emerg&amp;ecirc;ncia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MSF pretende alargar o seu apoio a hospitais e centros de sa&amp;uacute;de rurais em outras prov&amp;iacute;ncias do Afeganist&amp;atilde;o em 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Os nomes foram mudados para proteger o anonimato dos pacientes.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description><link>http://msf.org.br:80/Noticia.aspx?c=1117</link><pubDate>10/03/2010</pubDate></item><item><title>Lacuna entre tratamentos de Aids fornecidos pela Europa e por países do Sul cresce</title><description>&lt;p&gt;&lt;img style="float: left; margin: 8px 10px;" src="../Arquivos/Img/noticia/came_54213.jpg" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os l&amp;iacute;deres da &amp;aacute;rea de Aids, reunidos hoje em Londres, enfrentam o intimidador desafio de implementar as novas recomenda&amp;ccedil;&amp;otilde;es da Organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o Mundial de Sa&amp;uacute;de (OMS), que sugerem o tratamento precoce com melhores medicamentos para o HIV, num momento em que os doadores est&amp;atilde;o retrocedendo na promessa de promover o &amp;ldquo;acesso universal&amp;rdquo;, alerta M&amp;eacute;dicos Sem Fronteiras (MSF).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A OMS lan&amp;ccedil;ou recentemente novas recomenda&amp;ccedil;&amp;otilde;es de tratamento para pessoas vivendo com HIV nos pa&amp;iacute;ses em desenvolvimento. A implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o destas recomenda&amp;ccedil;&amp;otilde;es poderia preencher a lacuna existente entre os cuidados padr&amp;otilde;es fornecidos por pa&amp;iacute;ses do norte e do sul.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;ldquo;Nos programas de MSF, n&amp;oacute;s estamos nos esfor&amp;ccedil;ando para alcan&amp;ccedil;ar os padr&amp;otilde;es mais altos de cuidados, o que significa iniciar o tratamento com antirretrovirais mais cedo, dando a eles melhores chances de sobreviv&amp;ecirc;ncia a longo prazo,&amp;rdquo; disse Ariane Bauemfeind, gerente de programa de MSF em Bruxelas. &amp;ldquo;Aguardo ansiosamente o dia em que eu n&amp;atilde;o precise mais ver os pacientes sofrendo os dolorosos e debilitantes efeitos adversos do medicamento estavudina (d4t). A OMS recomenda substituir a estavudina por outros medicamentos. No entanto, n&amp;oacute;s observamos que os Minist&amp;eacute;rios de Sa&amp;uacute;de hesitam em fazer estas mudan&amp;ccedil;as por conta do retrocesso no comprometimento dos doadores.&amp;rdquo;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lesoto, apesar de ser um dos pa&amp;iacute;ses mais pobres entre os afetados pelo HIV, j&amp;aacute; atualizou seus protocolos nacionais em 2008, reconhecendo os benef&amp;iacute;cios cl&amp;iacute;nicos e financeiros do tratamento melhorado. MSF est&amp;aacute; trabalhando com o Minist&amp;eacute;rio de Sa&amp;uacute;de em &amp;aacute;reas rurais para garantir o acesso a um esquema superior de HIV/AIDS, incluindo uma inicia&amp;ccedil;&amp;atilde;o precoce do esquema baseado no tenofovir.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A mudan&amp;ccedil;a dos protocolos de tratamento rumo a esquemas melhorados recomendados pela OMS pode ter um custo maior no curto prazo, mas s&amp;atilde;o fundamentais no longo prazo para garantir melhores taxas de sobreviv&amp;ecirc;ncia e maior controle da epidemia.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;ldquo;Se as novas recomenda&amp;ccedil;&amp;otilde;es da OMS n&amp;atilde;o forem implementadas, a comunidade internacional arrisca subsidiar tratamentos menos caros por&amp;eacute;m menos eficazes para os pa&amp;iacute;ses em desenvolvimento&amp;rdquo;, afirmou Sharonann Lynch, consultora de pol&amp;iacute;ticas de HIV/Aids de MSF. &amp;ldquo;Evitar esse quadro depende do desejo dos doadores em adotar novos comprometimentos. Por mais que isto n&amp;atilde;o seja f&amp;aacute;cil no cen&amp;aacute;rio financeiro atual, os pa&amp;iacute;ses doadores n&amp;atilde;o podem retroceder no comprometimento, feito h&amp;aacute; cinco anos atr&amp;aacute;s, de promover o acesso universal ao tratamento.&amp;rdquo;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 2005, o grupo do G8 se comprometeu em apoiar o tratamento de Aids para todos que precisassem at&amp;eacute; 2010. Mas hoje, a OMS estima que apenas 4 milh&amp;otilde;es dentre os 14 milh&amp;otilde;es de pessoas precisando de tratamento para o HIV t&amp;ecirc;m acesso a ele.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Muitos pa&amp;iacute;ses africanos afetados pela epidemia dependem de financiamento externo para manter e aumentar os programas de tratamento de HIV. Mas o comprometimento dos financiadores est&amp;aacute; diminuindo. O Plano de Emerg&amp;ecirc;ncia do Presidente dos Estados Unidos para Al&amp;iacute;vio da AIDS (PEPFAR, na sigla em ingl&amp;ecirc;s) manteve seu n&amp;iacute;vel de financiamento congelado nos &amp;uacute;ltimos anos e reduziu seu comprometimento financeiro para amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de vagas para tratamento em alguns pa&amp;iacute;ses. As mudan&amp;ccedil;as nas prioridades dos doadores tamb&amp;eacute;m geraram uma incerteza quanto ao apoio futuro do Fundo Global de Luta contra HIV/AIDS, TB e Mal&amp;aacute;ria. O Fundo Global, que por enquanto pagou por dois ter&amp;ccedil;os dos custos das pessoas atualmente recebendo tratamento para HIV/AIDS, precisa arrecadar pelo menos US$20 bilh&amp;otilde;es para os pr&amp;oacute;ximos tr&amp;ecirc;s anos dos programas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por causa desta retra&amp;ccedil;&amp;atilde;o no financiamento, algumas institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es est&amp;atilde;o enfrentando a assustadora realidade do racionamento de vagas para tratamento e da necessidade de recusar pacientes nas portas das cl&amp;iacute;nicas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como uma organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o m&amp;eacute;dico-humanit&amp;aacute;ria, MSF proveu tratamento de HIV/AIDS que salvam vidas para mais de 140 mil pessoas em mais de 30 pa&amp;iacute;ses.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Nota:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;A estavudina, ou d4t, apresenta efeitos adversos penosos, perigosos e que dificultam a ades&amp;atilde;o ao tratamento; este medicamento n&amp;atilde;o faz mais parte da terapia recomendada na Europa. Ainda assim, ela continua sendo um dos tratamentos de primeira linha mais comuns na &amp;Aacute;frica simplesmente por ser mais barato. O esquema de primeira linha mais robusto envolvendo o tenofovir (TDF), que faz parte das recomenda&amp;ccedil;&amp;otilde;es da OMS, permitiria aos pacientes continuar com seu tratamento de primeira linha por mais tempo, adiando a necessidade de se passar para os mais caros tratamentos de segunda linha.&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O tratamento recomendado pela OMS tem melhores resultados e reduz a incid&amp;ecirc;ncia de TB e outras infec&amp;ccedil;&amp;otilde;es oportunistas, ao mesmo tempo em que reduz a chance de transmiss&amp;atilde;o do HIV. H&amp;aacute; anos este tratamento &amp;eacute; o protocolo padr&amp;atilde;o na Europa. Apesar disto, poucos pa&amp;iacute;ses das regi&amp;otilde;es mais afetadas pelo HIV no planeta poder&amp;atilde;o mudar seus protocolos sem um sinal claro de um maior apoio internacional.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description><link>http://msf.org.br:80/Noticia.aspx?c=1116</link><pubDate>09/03/2010</pubDate></item><item><title>Chile: MSF dá suporte a hospitais e monta clínicas móveis</title><description>&lt;p&gt;&lt;img style="float: left; margin: 8px 10px;" src="../Arquivos/Img/noticia/chile_54032.jpg" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dez dias ap&amp;oacute;s um terremoto de magnitude 8.8 ter atingido a parte central do Chile, as equipes de M&amp;eacute;dicos Sem Fronteiras (MSF) que viajaram pelas &amp;aacute;reas afetadas est&amp;atilde;o focando suas atividades nas necessidades mais urgentes: apoio as estruturas de sa&amp;uacute;de que est&amp;atilde;o cuidando de um grande n&amp;uacute;mero de pacientes, restabelecimento de servi&amp;ccedil;os de atendimento prim&amp;aacute;rio, distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de necessidades b&amp;aacute;sicas e oferecimento de assist&amp;ecirc;ncia de sa&amp;uacute;de mental para a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o afetada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As equipes MSF distribu&amp;iacute;ram os suprimentos m&amp;eacute;dicos em hospitais nas regi&amp;otilde;es gravemente afetadas de Maule e B&amp;iacute;o B&amp;iacute;o. Eles tamb&amp;eacute;m organizaram v&amp;aacute;rias cl&amp;iacute;nicas m&amp;oacute;veis, particularmente na &amp;aacute;rea costeira de Maule, que foi atingida por grandes ondas provocadas pelo terremoto, e na regi&amp;atilde;o continental de Curepto. Al&amp;eacute;m disso, uma equipe de dois m&amp;eacute;dicos de MSF est&amp;aacute; oferecendo assist&amp;ecirc;ncia m&amp;eacute;dica e suprimentos para a Ilha de Santa Maria, que estava sem m&amp;eacute;dicos para atender a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;MSF encomendou a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 3 mil kits sanit&amp;aacute;rios para distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o e est&amp;aacute; esperando a chegada de um avi&amp;atilde;o vindo do Panam&amp;aacute; transportando outros 2 mil kits sanit&amp;aacute;rios (que v&amp;atilde;o beneficiar 25 mil pessoas) junto com outras 2 mil lonas de pl&amp;aacute;stico que podem ser usadas para construir abrigos tempor&amp;aacute;rios. Dois kits m&amp;eacute;dicos especialmente desenvolvidos para desastres, contendo rem&amp;eacute;dios e suprimentos m&amp;eacute;dicos, tamb&amp;eacute;m deve chegar amanh&amp;atilde; da Col&amp;ocirc;mbia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No &amp;uacute;ltimo fim de semana, uma equipe de psic&amp;oacute;logos chegou ao Chile para atender as pessoas afetadas pelo terremoto, muitas das quais est&amp;atilde;o sofrendo de estresse p&amp;oacute;s-traum&amp;aacute;tico, segundo nossa equipe. Os tremores registrados nos dias que se seguiram ao terremoto provocaram p&amp;acirc;nico generalizado na popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e fizeram com que fosse necess&amp;aacute;rio prestar bastante aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao impacto psicol&amp;oacute;gico que o desastre provocou nas pessoas que vivem nas &amp;aacute;reas afetadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde que chegou no Chile, a equipe de MSF tem estado em contato constante com as autoridades chilenas e tem compartilhado informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es relevantes com o Minist&amp;eacute;rio da Sa&amp;uacute;de, compiladas durante a miss&amp;atilde;o explorat&amp;oacute;ria, sobre o estado das estruturas de sa&amp;uacute;de do pa&amp;iacute;s. As equipes de MSF baseadas na cidade de Talca e Concepci&amp;oacute;n est&amp;atilde;o coordenando a distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de material de ajuda e oferecendo atendimento m&amp;eacute;dico e apoio de sa&amp;uacute;de mental nos arredores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As equipes de MSF no terreno t&amp;ecirc;m sido tocadas pela solidariedade da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o chilena. Muitos m&amp;eacute;dicos chilenos e psic&amp;oacute;logos est&amp;atilde;o realizando trabalho volunt&amp;aacute;rio enquanto outros t&amp;ecirc;m coletado comida e roupas para distribuir entre os moradores afetados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No momento, a equipe de MSF no Chile &amp;eacute; formada por 18 pessoas, incluindo m&amp;eacute;dicos, psic&amp;oacute;logos, enfermeiros e log&amp;iacute;sticos da Argentina, Bol&amp;iacute;via, Panam&amp;aacute;, M&amp;eacute;xico e Espanha, al&amp;eacute;m de chilenos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description><link>http://msf.org.br:80/Noticia.aspx?c=1115</link><pubDate>08/03/2010</pubDate></item><item><title>Haitianos enfrentam ‘intolerável violação da dignidade humana’</title><description>&lt;p&gt;Colette Gardene, que gerenciou as atividades de MSF no pa&amp;iacute;s nas &amp;uacute;ltimas semanas, e Chrostopher Strokes, Diretor Geral de MSF, destacam na entrevista a insufici&amp;ecirc;ncia global de ajuda no terreno&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Qual a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o no terreno hoje?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Christopher Stokes:&lt;/strong&gt; Apesar da extensa mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o internacional, as montanhas de fundos arrecadados ao redor do mundo e as centenas de organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ajuda presentes no local atualmente, n&amp;oacute;s podemos ver que a resposta em termos reais &amp;eacute; insuficiente diante do tamanho da cat&amp;aacute;strofe e das necessidades da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &amp;Eacute; claro, muito foi feito pelas organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ajuda, particularmente em termos de cuidados m&amp;eacute;dicos e ajuda emergencial. Mas para uma grande porcentagem de haitianos, dois meses ap&amp;oacute;s o terremoto, &amp;eacute; preciso dizer que a solidariedade nem sempre tem sido refletida em ajuda efetiva no terreno, principalmente em termos de abrigo e saneamento&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Colette Gadenne:&lt;/strong&gt; Em Porto Pr&amp;iacute;ncipe e nos arredores da cidade, visitei lugares onde pessoas desabrigadas encontraram abrigo. Existem cerca de 20 locais, o maior deles recebeu material de assist&amp;ecirc;ncia &amp;ndash; tendas, lonas, instala&amp;ccedil;&amp;otilde;es sanit&amp;aacute;rias, &amp;aacute;gua, alimentos, etc. &amp;ndash; e assist&amp;ecirc;ncia m&amp;eacute;dica b&amp;aacute;sica. A ajuda oferecida nesses locais &amp;eacute; incompleta, e existem dezenas de outros locais que ainda n&amp;atilde;o possuem nem a assist&amp;ecirc;ncia mais elementar. Milhares de haitianos permanecem sem ter recebido ajuda alguma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Voc&amp;ecirc; poderia descrever as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de vida deles?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;CG:&lt;/strong&gt; &amp;eacute; muito chocante. As condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es nas quais milhares de pessoas est&amp;atilde;o sobrevivendo hoje s&amp;atilde;o vergonhosas. Em &amp;aacute;reas de montagem, a superlota&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; tamanha que as pessoas est&amp;atilde;o vivendo umas em cima das outras. N&amp;oacute;s temos visto pessoas dormindo no ch&amp;atilde;o, tendo apenas um len&amp;ccedil;ol sobre suas cabe&amp;ccedil;as como abrigo. Tal situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o pode ser tolerada. Al&amp;eacute;m do mais, chuvas pesadas est&amp;atilde;o inundando o pa&amp;iacute;s quase que diariamente. Os odores s&amp;atilde;o incrivelmente ruins, devido ao fato de v&amp;aacute;rios locais n&amp;atilde;o possu&amp;iacute;rem instala&amp;ccedil;&amp;otilde;es sanit&amp;aacute;rias. A falta de abrigo e de condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de higiene representa um perigo n&amp;atilde;o s&amp;oacute; em termos de sa&amp;uacute;de p&amp;uacute;blica, &amp;eacute; tamb&amp;eacute;m uma viola&amp;ccedil;&amp;atilde;o intoler&amp;aacute;vel da dignidade humana de todas essas pessoas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CS:&lt;/strong&gt; Hoje, n&amp;oacute;s podemos fazer uma observa&amp;ccedil;&amp;atilde;o: as imensas necessidades em termos de abrigo, higiene e condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es b&amp;aacute;sicas de vida n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o sendo satisfeitas. Por esta raz&amp;atilde;o, n&amp;oacute;s come&amp;ccedil;amos a distribuir 26 mil tendas que v&amp;atilde;o fornecer abrigo para cerca de 100 mil pessoas. Sete mil j&amp;aacute; foram distribu&amp;iacute;das e as outras distribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es est&amp;atilde;o acontecendo no momento. MSF tamb&amp;eacute;m est&amp;aacute; distribuindo utens&amp;iacute;lios de cozinha, kits de higiene (sab&amp;atilde;o, bacia, toalha, etc.), cobertores e mosquiteiros para a mesma quantidade de pessoas. Entretanto, essas distribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es n&amp;atilde;o ser&amp;atilde;o o suficiente. Organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es humanit&amp;aacute;rias precisam fazer muito mais, o quanto antes.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Qual &amp;eacute; o estado mental da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;CG&lt;/strong&gt;: Voc&amp;ecirc; certamente pode entender que as pessoas que passaram por esse terremoto ainda est&amp;atilde;o em choque. Tremores subsequentes ainda chacoalham o pa&amp;iacute;s regularmente, e est&amp;atilde;o prejudicando a recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o inteira. Muitos perderam suas casas e aqueles que tiveram sorte o bastante para ainda ter um teto sobre suas cabe&amp;ccedil;as n&amp;atilde;o passam a noite l&amp;aacute;. Eles dormem fora de suas casas. Tamb&amp;eacute;m existe o medo da viol&amp;ecirc;ncia e dos saques. Mas acima de tudo, muitos haitianos me contaram sobre o sentimento de serem abandonados. Eles n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o realmente informados sobre o que est&amp;aacute; para acontecer com eles ou o que eles est&amp;atilde;o para receber &amp;ndash; eles n&amp;atilde;o sabem para onde ir&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual foi a resposta de MSF em termos m&amp;eacute;dicos?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;CG:&lt;/strong&gt; MSF se focou primeiramente nas necessidades m&amp;eacute;dicas mais urgentes, que s&amp;atilde;o principalmente cir&amp;uacute;rgicas. Ao longo dos primeiros dias, foi uma quest&amp;atilde;o de salvar vidas e realizar cirurgias de emerg&amp;ecirc;ncia. Mais de 41 mil pacientes foram vistos e mais de 3 mil foram operados at&amp;eacute; agora. N&amp;oacute;s montamos um programa de sa&amp;uacute;de mental, bem como de cuidados p&amp;oacute;s-operat&amp;oacute;rios, fisioterapia e terapia f&amp;iacute;sica. Dada a grave falta de abrigo e saneamento, MSF iniciou distribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es maci&amp;ccedil;as de tendas e itens de socorro. Mas n&amp;oacute;s estamos agora atingindo nosso limite. Dificilmente poderemos fazer mais do que estamos fazendo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As necessidades m&amp;eacute;dicas da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;atilde;o sendo cobertas?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;CS:&lt;/strong&gt; A maioria dos feridos graves que passaram por opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es de emerg&amp;ecirc;ncia nos dias que se seguiram ao terremoto v&amp;atilde;o se beneficiar do tratamento m&amp;eacute;dico em curso por pelo menos um ano. Ainda existem muitas cirurgias pl&amp;aacute;sticas ou cirurgias de acompanhamento a serem feitas, junto com reabilita&amp;ccedil;&amp;atilde;o e prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos amputados para o ajuste de pr&amp;oacute;teses. O sistema de sa&amp;uacute;de haitiano j&amp;aacute; estava prec&amp;aacute;rio mesmo antes do tremor, e n&amp;atilde;o &amp;eacute; capaz de oferecer os cuidados necess&amp;aacute;rios. Algumas estruturas hospitalares haitianas foram destru&amp;iacute;das ou danificadas. Outras j&amp;aacute; come&amp;ccedil;aram a cobrar dos pacientes que chegam em busca de tratamento. Atualmente, uma boa quantidade de organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es m&amp;eacute;dicas est&amp;aacute; em processo de deixar o pa&amp;iacute;s, e algumas j&amp;aacute; chegaram a pedir que MSF cuide de seus pacientes. Embora ainda seja dif&amp;iacute;cil estimar quantos milhares de pacientes v&amp;atilde;o precisar de cuidados p&amp;oacute;s-operat&amp;oacute;rios. A falta de capacidade de lidar com cuidados p&amp;oacute;s-operat&amp;oacute;rios podem rapidamente se tornar um problema maior. MSF organizou uma grande capacidade p&amp;oacute;s-operat&amp;oacute;ria. Contabilizando cerca de 700 leitos em Porto-Pr&amp;iacute;ncipe, Carrefour, Leogane e Jacmel, e continua a aumentar essas capacidades. Mais uma vez, isso n&amp;atilde;o ser&amp;aacute; o suficiente para atender todas as necessidades. &amp;Eacute; importante que organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es m&amp;eacute;dicas mantenham sua responsabilidade m&amp;eacute;dica e ap&amp;oacute;iem seus pacientes ao longo do tratamento.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CG:&lt;/strong&gt; Esse problema do acompanhamento m&amp;eacute;dico &amp;eacute; agravado pela falta de abrigo e as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de vida deplor&amp;aacute;veis. Ambos est&amp;atilde;o conectados. Ao visitar locais onde se encontram pessoas desabrigadas, vi pessoas com feridas s&amp;eacute;rias vivendo em condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de vida deplor&amp;aacute;veis. Um jovem de 26 anos, por exemplo, que foi operado em uma cl&amp;iacute;nica, est&amp;aacute; utilizando um fixador externo (uma estrutura de metal encaixada no osso atrav&amp;eacute;s da pele para reduzir a fratura). O estado de sa&amp;uacute;de dele requer monitoramento hospitalar, mas ele &amp;eacute; monitorado apenas por um ambulat&amp;oacute;rio e vive em uma pequena tenda na lama. Nessas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es, h&amp;aacute; um grande risco de infec&amp;ccedil;&amp;atilde;o. No distrito de Sarthe, em Porto Pr&amp;iacute;ncipe, por exemplo, n&amp;oacute;s estamos montando uma &amp;ldquo;aldeia m&amp;eacute;dica&amp;rdquo; para que possamos receber pacientes e suas fam&amp;iacute;lias em condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es decentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A reconstru&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;aacute; agora no horizonte?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;CS:&lt;/strong&gt; Estamos em um per&amp;iacute;odo crucial. Essa primeira fase de emerg&amp;ecirc;ncia aguda terminou. Ao mesmo tempo, a comunidade internacional est&amp;aacute; debatendo o assunto fundamental da reconstru&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Mas vai levar meses, at&amp;eacute; mesmo anos, at&amp;eacute; essa reconstru&amp;ccedil;&amp;atilde;o acontecer em termos reais. No terreno, ainda existe uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de emerg&amp;ecirc;ncia. A situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o intoler&amp;aacute;vel na qual milhares de haitianos est&amp;atilde;o vivendo exige uma mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ajuda internacional de curto prazo tamb&amp;eacute;m. Em termos de abrigo e condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de vida, a necessidades j&amp;aacute; foram identificadas. Existe um plano de levar abrigo para cerca de um milh&amp;atilde;o de pessoas, mas isso n&amp;atilde;o significa nada em termos reais no momento, e &amp;eacute; prov&amp;aacute;vel que ainda leve um longo tempo. Resultados no terreno s&amp;atilde;o necess&amp;aacute;rios: abrigos, melhores condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de higiene, um comprometimento claro em termos de sa&amp;uacute;de a cuidados m&amp;eacute;dicos. As necessidades essenciais dos haitianos n&amp;atilde;o devem ser esquecidas durante esse per&amp;iacute;odo de transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;CG:&lt;/strong&gt; Por volta de dez dias atr&amp;aacute;s, um colega haitiano me perguntou, com l&amp;aacute;grimas nos olhos: &amp;ldquo;o que n&amp;oacute;s vamos fazer com este pa&amp;iacute;s? Tem tantos amputados e feridos por toda parte&amp;rdquo;. Naquele momento, eu realmente percebi que n&amp;oacute;s vamos permanecer por um longo tempo que est&amp;aacute; para vir.&lt;/p&gt;</description><link>http://msf.org.br:80/Noticia.aspx?c=1114</link><pubDate>04/03/2010</pubDate></item><item><title>Chile: MSF apoia hospitais de áreas atingidas por terremoto</title><description>&lt;p&gt;&lt;img style="float: left; margin: 8px 10px;" src="../Arquivos/Img/noticia/haiti_54033.jpg" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;M&amp;eacute;dicos Sem Fronteiras (MSF) tem uma equipe de 14 pessoas no Chile, pa&amp;iacute;s atingido por um terremoto de magnitude 8.8 na escala Richter no s&amp;aacute;bado passado. V&amp;aacute;rias equipes da organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;atilde;o avaliando as necessidades nas regi&amp;otilde;es de Maule e Bio Bio, ambas gravemente afetadas. MSF j&amp;aacute; deu in&amp;iacute;cio ao apoio aos hospitais em Curic&amp;oacute; e Chill&amp;aacute;n oferecendo suprimentos m&amp;eacute;dicos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A zona de impacto do terremoto cobre quase mil quil&amp;ocirc;metros da regi&amp;atilde;o costeira do Chile. Muitas &amp;aacute;reas ainda t&amp;ecirc;m de ser avaliadas. Nossas equipes est&amp;atilde;o em contato com o governo chileno, que at&amp;eacute; agora tem respondido de maneira eficaz ao desastre. MSF vai focar seus esfor&amp;ccedil;os nas &amp;aacute;reas mais isoladas aonde as equipes de resgate ainda n&amp;atilde;o chegaram.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma equipe de MSF que est&amp;aacute; na regi&amp;atilde;o de Concepci&amp;oacute;n est&amp;aacute; planejando viajar hoje com as autoridades chilenas para verificar a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o na &amp;aacute;rea costeira ao norte da cidade. Duas outras equipes est&amp;atilde;o cobrindo a costa da regi&amp;atilde;o de Maule, tanto ao norte e quanto ao sul da cidade de Constituci&amp;oacute;n.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;MSF tamb&amp;eacute;m visitou hospitais em Curic&amp;oacute; e Chill&amp;aacute;n que receberam pessoas feridas durante o terremoto. A organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o vai apoiar as unidades com suprimentos m&amp;eacute;dicos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em seus levantamentos, as equipes observaram danos significativos em v&amp;aacute;rias &amp;aacute;reas, especialmente ao longo da costa, que foi atingida pelo terremoto e pelas grandes ondas provocadas pelo tremor. Mas os danos n&amp;atilde;o parecem ser muito espalhados e as estradas est&amp;atilde;o em boas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Em algumas vilas, as pessoas est&amp;atilde;o dormindo nas ruas, seja porque perderam suas casas ou devido aos pequenos tremores di&amp;aacute;rios, que os fizeram temer voltar para casa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m est&amp;aacute; preparando uma equipe de psic&amp;oacute;logos para oferecer cuidados de sa&amp;uacute;de mental &amp;agrave; popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, uma vez que nossos trabalhadores encontraram muitas pessoas traumatizadas pelo terremoto e pelos tremores subsequentes.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;MSF j&amp;aacute; tem 14 pessoas no terreno: uma equipe composta por m&amp;eacute;dicos, enfermeiros, log&amp;iacute;sticos e um coordenador, vindos da Argentina, Bol&amp;iacute;via, Panam&amp;aacute;, M&amp;eacute;xico e Chile.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description><link>http://msf.org.br:80/Noticia.aspx?c=1112</link><pubDate>03/03/2010</pubDate></item><item><title>Haiti: MSF expande cuidados pós-operatórios</title><description>&lt;p&gt;&lt;img style="float: left; margin: 8px 10px;" src="../Arquivos/Img/noticia/haiti_53225.jpg" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sete semanas ap&amp;oacute;s o terremoto do dia 12 de janeiro, que deixou mais de 300 mil feridos, as necessidades m&amp;eacute;dicas permanecem imensas e crescentes no Haiti. Uma fase crucial teve in&amp;iacute;cio, na qual milhares de pessoas feridas precisam de cuidados m&amp;eacute;dicos de longo prazo enquanto equipes de sa&amp;uacute;de atuantes na emerg&amp;ecirc;ncia inicial come&amp;ccedil;am a sair do pa&amp;iacute;s, deixando para tr&amp;aacute;s os pacientes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;M&amp;eacute;dicos Sem Fronteiras (MSF) est&amp;aacute; expandindo sua capacidade de cuidar dos muitos feridos que precisam de atendimento p&amp;oacute;s-operat&amp;oacute;rio extensivo, incluindo cirurgias secund&amp;aacute;rias, acompanhamento m&amp;eacute;dico, terapia f&amp;iacute;sica e cuidados de sa&amp;uacute;de mental pelo menos at&amp;eacute; os pr&amp;oacute;ximos meses. Nos &amp;uacute;ltimos dias, hospitais p&amp;uacute;blicos e outras equipes m&amp;eacute;dicas que est&amp;atilde;o saindo do pa&amp;iacute;s referenciaram para as estruturas mantidas por MSF cerca de 200 pacientes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;ldquo;A fase de emerg&amp;ecirc;ncia imediata talvez tenha acabado, mas o trabalho de longo prazo est&amp;aacute; s&amp;oacute; come&amp;ccedil;ando e n&amp;atilde;o &amp;eacute; menos emergencial&amp;rdquo;, disse o chefe de miss&amp;atilde;o de MSF no Haiti, Karline Kleijer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pacientes requerem supervis&amp;atilde;o m&amp;eacute;dica di&amp;aacute;ria&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todos os dias, pacientes precisam de bandagens, trocas de roupa, remo&amp;ccedil;&amp;atilde;o de moldes, limpeza de feridas, remo&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tecidos mortos, ajuste externo de fixadores, monitoramento via raio-x de fraturas, observa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de enxertos na pele, e cirurgias reconstrutivas ou de outras especialidades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;ldquo;Cirurgia de emerg&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; uma coisa, mas a falta ou a insufici&amp;ecirc;ncia de cuidados p&amp;oacute;s-operat&amp;oacute;rios vai resultar em hospitaliza&amp;ccedil;&amp;otilde;es longas e dificuldades f&amp;iacute;sicas para o resto da vida&amp;rdquo;, declara o Dr. Nico Heijenberg.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois de semanas de imobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o como resultado de tra&amp;ccedil;&amp;otilde;es, moldes, fixadores externos e amputa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, os pacientes est&amp;atilde;o apenas come&amp;ccedil;ando a readquirir mobilidade atrav&amp;eacute;s da fisioterapia. Pessoas que tiveram pernas amputadas talvez precisem de procedimentos adicionais para garantir o bom ajuste de membros artificiais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;ldquo;Mandar os pacientes de volta para casa em suas atuais condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es m&amp;eacute;dicas e de vida simplesmente n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma op&amp;ccedil;&amp;atilde;o para n&amp;oacute;s&amp;rdquo;, diz o doutor Michel Janssens, diretor do hospital de MSF no bairro de Saint Louis, em Porto Pr&amp;iacute;ncipe. O hospital, localizado em um campo de futebol, vai permanecer na regi&amp;atilde;o por no m&amp;iacute;nimo um ano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cuidado psicol&amp;oacute;gico essencial&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outro elemento cr&amp;iacute;tico do cuidado p&amp;oacute;s-operat&amp;oacute;rio &amp;eacute; o monitoramento psicol&amp;oacute;gico dos pacientes. Para pessoas que sofreram feridas severas, o aconselhamento e o apoio psicol&amp;oacute;gico &amp;eacute; t&amp;atilde;o vital quanto a fisioterapia ou quanto aprender a usar muletas. Servi&amp;ccedil;os de sa&amp;uacute;de mental est&amp;atilde;o sendo oferecidos por MSF ao redor da cidade. Sobreviventes do terremoto frequentemente se mostram muito ansiosos a respeito do futuro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;ldquo;Eu era eletricista, e agora? Quem vai contratar uma pessoa inv&amp;aacute;lida?&amp;rdquo; pergunta Ricardo, um pai de 33 anos que sofreu queimaduras graves na m&amp;atilde;o durante o terremoto. &amp;ldquo;Como vou encontrar emprego para sustentar minha fam&amp;iacute;lia?&amp;rdquo;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;MSF abrir&amp;aacute; em breve unidades p&amp;oacute;s-operat&amp;oacute;rias adicionais que funcionar&amp;atilde;o por no m&amp;iacute;nimo um ano em Porto Pr&amp;iacute;ncipe, Carrefour, Leogane e Jacmel, com um total aproximado de mil leitos.&lt;/p&gt;</description><link>http://msf.org.br:80/Noticia.aspx?c=1113</link><pubDate>03/03/2010</pubDate></item><item><title>Primeira equipe de MSF chega ao Chile</title><description>&lt;p&gt;Integrantes da equipe de M&amp;eacute;dicos Sem Fronteiras (MSF) vindos da Argentina j&amp;aacute; chegaram a Santiago, capital do Chile, para verificar as necessidades das v&amp;iacute;timas do terremoto de magnitude 8.8 graus na escala Richter&amp;nbsp;que atingiu o pa&amp;iacute;s no s&amp;aacute;bado de madrugada. Outras equipes de MSF est&amp;atilde;o sendo enviadas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;MSF j&amp;aacute; est&amp;aacute; em contato com autoridades do governo do Chile para coordenar os esfor&amp;ccedil;os de emerg&amp;ecirc;ncia. A primeira equipe vai viajar de Santiago para a regi&amp;atilde;o de&amp;nbsp;Maule, ao sul da capital, para fazer um levantamento da situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o na &amp;aacute;rea, que foi fortemente afetada pelo terremoto.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As equipes de MSF planejam focar seu trabalho nas regi&amp;otilde;es perto do epicentro, mas priorizando as vilas perif&amp;eacute;ricas e &amp;aacute;reas onde a ajuda leva mais tempo para chegar. De acordo com os primeiros relatos, as &amp;aacute;reas litor&amp;acirc;neas localizadas longe dos principais centros urbanos est&amp;atilde;o entre os locais mais afetados pelo terremoto e tamb&amp;eacute;m s&amp;atilde;o as mais dif&amp;iacute;ceis de serem alcan&amp;ccedil;adas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A primeira equipe de MSF, com alguns dos integrantes j&amp;aacute; no terreno e outros ainda viajando, &amp;eacute; formada por m&amp;eacute;dicos, log&amp;iacute;sticos e um enfermeiro vindos da Argentina, Bol&amp;iacute;via, Panam&amp;aacute; e M&amp;eacute;xico.&lt;/p&gt;</description><link>http://msf.org.br:80/Noticia.aspx?c=1111</link><pubDate>01/03/2010</pubDate></item><item><title>Vitória para o acesso a medicamentos: Bayer perde caso na Índia</title><description>&lt;p&gt;&lt;img style="float: left; margin: 10px 8px;" src="../Arquivos/Img/noticia/india_51108.gif" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A justi&amp;ccedil;a indiana derrubou a &amp;uacute;ltima tentativa da empresa farmac&amp;ecirc;utica Bayer de introdu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de novas medidas para prevenir a concorr&amp;ecirc;ncia com medicamentos gen&amp;eacute;ricos no pa&amp;iacute;s. Em decis&amp;atilde;o contr&amp;aacute;ria &amp;agrave; Bayer no dia 9 de fevereiro, a Alta Corte de D&amp;eacute;lhi se recusou a limitar as medidas da Lei de Patentes indiana que ajudam a assegurar o acesso a medicamentos essenciais a pre&amp;ccedil;os acess&amp;iacute;veis para os pacientes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;ldquo;Estamos felizes que a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o movida pela Bayer tenha sido negada, especialmente no momento em que vemos na &amp;Iacute;ndia uma s&amp;eacute;rie de empresas multinacionais buscarem o canal da litig&amp;acirc;ncia para restringir a concorr&amp;ecirc;ncia com medicamentos gen&amp;eacute;ricos. Ao negar o recurso da Bayer, as cortes indianas asseguraram que salvaguardas da sa&amp;uacute;de p&amp;uacute;blica possam ser usadas para ampliar a produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de medicamentos gen&amp;eacute;ricos que salvam vidas, incluindo o tratamento de HIV para milh&amp;otilde;es de pessoas na &amp;Iacute;ndia e em outros pa&amp;iacute;ses.&amp;rdquo;, afirmou Dr. Tido von Schoen-Angerer, da Campanha de Acesso a Medicamentos Essenciais de M&amp;eacute;dicos Sem Fronteiras&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A tentativa da Bayer era de criar uma nova barreira para a concorr&amp;ecirc;ncia gen&amp;eacute;rica por meio do atraso no processo de aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o necess&amp;aacute;rio para comercializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de medicamentos gen&amp;eacute;ricos na &amp;Iacute;ndia. A empresa buscava impedir que as autoridades regulat&amp;oacute;rias da &amp;Iacute;ndia iniciassem o processo de registro da vers&amp;atilde;o gen&amp;eacute;rica de medicamentos patenteados antes da expira&amp;ccedil;&amp;atilde;o da pr&amp;oacute;pria patente. Retardar o registro para o per&amp;iacute;odo posterior &amp;agrave; expira&amp;ccedil;&amp;atilde;o da patente impediria a entrada de novos concorrentes a tempo, e estenderia o monop&amp;oacute;lio do produtor detentor da patente. Isso dificultaria o acesso a medicamentos essenciais &amp;ndash; j&amp;aacute; que a concorr&amp;ecirc;ncia com gen&amp;eacute;ricos &amp;eacute; o &amp;uacute;nico caminho para a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o sustent&amp;aacute;vel dos pre&amp;ccedil;os dos medicamentos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta decis&amp;atilde;o &amp;eacute; a &amp;uacute;ltima de uma s&amp;eacute;rie de movimentos das empresas farmac&amp;ecirc;uticas e dos governos do norte para desmantelar flexibilidades pr&amp;oacute;-sa&amp;uacute;de p&amp;uacute;blica na legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o de patentes da &amp;Iacute;ndia, onde h&amp;aacute; uma enorme ind&amp;uacute;stria de gen&amp;eacute;ricos que abastece a maior parte dos pa&amp;iacute;ses em desenvolvimento. M&amp;eacute;dicos Sem Fronteiras, por exemplo, compra mais de 80% dos medicamentos de Aids usados em seus projetos no pa&amp;iacute;s, a pre&amp;ccedil;os mais acess&amp;iacute;veis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando a &amp;Iacute;ndia entrou na Organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o Mundial do Com&amp;eacute;rcio (OMC) em 1995, comprometeu-se a implementar legisla&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais r&amp;iacute;gidas de patenteabilidade para medicamentos a partir de 2006. No entanto, o pa&amp;iacute;s tamb&amp;eacute;m previu salvaguardas leg&amp;iacute;timas de prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; sa&amp;uacute;de p&amp;uacute;blica, para assegurar o acesso a medicamentos. S&amp;atilde;o essas salvaguardas que as empresas farmac&amp;ecirc;uticas est&amp;atilde;o agora tentando minar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A consequ&amp;ecirc;ncia de leis de patentes mais r&amp;iacute;gidas &amp;eacute; que novos medicamentos estar&amp;atilde;o fora do alcance de milh&amp;otilde;es de pacientes, j&amp;aacute; que as empresas podem estabelecer pre&amp;ccedil;os altos na aus&amp;ecirc;ncia de concorr&amp;ecirc;ncia com gen&amp;eacute;ricos. No entanto, os governos podem adotar medidas perfeitamente legais, conhecidas como &amp;ldquo;flexibilidades do TRIPS&amp;rdquo; para lidar com os efeitos nocivos para o acesso causado pelo monop&amp;oacute;lio das empresas. Se a Bayer tivesse sido bem sucedida em sua a&amp;ccedil;&amp;atilde;o, basicamente tornaria invi&amp;aacute;vel o uso de algumas dessas flexibilidades, como a licen&amp;ccedil;a compuls&amp;oacute;ria e a exce&amp;ccedil;&amp;atilde;o Bolar na &amp;Iacute;ndia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este &amp;eacute; um dos dois grandes casos atualmente apresentados por empresas farmac&amp;ecirc;uticas contra autoridades indianas em um esfor&amp;ccedil;o de fortalecer a prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o patent&amp;aacute;ria no pa&amp;iacute;s. Em outro caso, a Novartis est&amp;aacute; contestando uma salvaguarda vital de prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; sa&amp;uacute;de p&amp;uacute;blica. Ao perder o primeiro caso em 2007, a empresa su&amp;iacute;&amp;ccedil;a entrou com recurso na Suprema Corte. MSF continuar&amp;aacute; acompanhando de perto este caso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description><link>http://msf.org.br:80/Noticia.aspx?c=1110</link><pubDate>23/02/2010</pubDate></item><item><title>Jogadores brasileiros se unem a MSF para ajudar vítimas do Haiti</title><description>&lt;p&gt;Os jogadores Luis Fabiano, &amp;ldquo;o Fabuloso&amp;rdquo;, atual camisa 9 da sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o brasileira, Vagner Love, do Flamengo, Hernanes volante do S&amp;atilde;o Paulo&amp;nbsp; e Willian, meia que joga atualmente na Ucr&amp;acirc;nia, doaram camisas oficiais para a ONG M&amp;eacute;dicos sem Fronteiras (MSF) com o objetivo de arrecadar fundos para ajuda &amp;agrave;s v&amp;iacute;timas do terremoto do Haiti. O leil&amp;atilde;o ser&amp;aacute; realizado no TodaOferta, site de com&amp;eacute;rcio eletr&amp;ocirc;nico do UOL, e come&amp;ccedil;a no dia 25, com dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tr&amp;ecirc;s semanas.&amp;nbsp;&lt;a href="http://especiais.todaoferta.uol.com.br/leilao-solidario-msf" target="_blank"&gt;Fa&amp;ccedil;a seu lance!&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;ldquo;Esta &amp;eacute; a primeira vez que MSF recebe apoio de atletas brasileiros, aqui no Brasil. Agradecemos imensamente este gesto, que &amp;eacute; uma demonstra&amp;ccedil;ao de solidariedade para com o povo haitiano e de confian&amp;ccedil;a em nosso trabalho. &amp;Eacute; muito reconfortante receber esse tipo de apoio&amp;nbsp;e saber que n&amp;atilde;o estamos sozinhos&amp;rdquo;. Afirma Simone Rocha, diretora-executiva de M&amp;eacute;dicos Sem Fronteiras no Brasil.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O dinheiro arrecadado ser&amp;aacute; utilizado para que MSF continue a oferecer assist&amp;ecirc;ncia m&amp;eacute;dica ao povo haitiano, como tem feito desde as primeiras horas que se seguiram ao tremor. Atualmente, a organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o m&amp;eacute;dica-humanit&amp;aacute;ria trabalha em 20 locais na regi&amp;atilde;o de Porto Pr&amp;iacute;ncipe e cidades pr&amp;oacute;ximas. Em janeiro, MSF tratou cerca de 18 mil pessoas e realizou mais de 2 mil cirurgias. A equipe atuante no pa&amp;iacute;s hoje conta com 1,8 mil profissionais e mais de 1,4 mil toneladas de equipamentos e itens de socorro j&amp;aacute; foram enviadas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A trag&amp;eacute;dia deixou cerca de 300 mil feridos, o que tornou enorme a necessidade por cirurgias. Apesar de ainda realizar esse tipo de procedimento, MSF est&amp;aacute; preocupado tamb&amp;eacute;m em oferecer cuidados p&amp;oacute;s operat&amp;oacute;rios, que j&amp;aacute; s&amp;atilde;o realizados em quatro centros. Um quinto deve ser aberto em breve com espa&amp;ccedil;o para 150 pacientes. Al&amp;eacute;m disso, a ONG tamb&amp;eacute;m oferece apoio psicol&amp;oacute;gico &amp;agrave;s v&amp;iacute;timas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O sofrimento do povo haitiano mobilizou o mundo. Diante da devasta&amp;ccedil;&amp;atilde;o muitas pessoas decidiram ajudar. &amp;Eacute; o caso de Luis Fabiano, o &amp;ldquo;Fabuloso&amp;rdquo;, que doou uma camisa autografada do Sevilla, clube onde atua o atacante, para MSF. &amp;ldquo;A trag&amp;eacute;dia no Haiti comoveu todo o mundo e ver as imagens de l&amp;aacute; todos os dias me motivou a ajudar. Sei que doar a minha camisa foi um gesto pequeno perto do tamanho do problema, mas espero que possa ajudar de alguma forma. M&amp;eacute;dicos Sem Fronteiras &amp;eacute; uma entidade s&amp;eacute;ria, reconhecida internacionalmente, e acredito que o que for arrecadado ser&amp;aacute; usado da melhor maneira poss&amp;iacute;vel&amp;rdquo;, diz o camisa 9 da sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o brasileira.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Revelado pelo Palmeiras, o atacante Vagner Love tamb&amp;eacute;m doou sua camisa oficial para M&amp;eacute;dicos Sem Fronteiras. Campe&amp;atilde;o Brasileiro da S&amp;eacute;rie B (2003) pela equipe paulista, campe&amp;atilde;o da Copa da UEFA 2004/2005 pelo CSKA da R&amp;uacute;ssia e bicampe&amp;atilde;o da Copa Am&amp;eacute;rica (2004 e 2007) pela Sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o Brasileira de Futebol,&amp;nbsp;entre outros t&amp;iacute;tulos, ele tamb&amp;eacute;m ficou extremamente sensibilizado pela trag&amp;eacute;dia e decidiu ajudar arrecadar fundos para as v&amp;iacute;timas do terremoto do Haiti. &amp;ldquo;&lt;em&gt;Acho muito importante ajudar a quem precisa, ainda mais se tratando de uma trag&amp;eacute;dia como essa. Fico feliz por poder contribuir, de alguma maneira, com as v&amp;iacute;timas do terremoto no Hait,&amp;rdquo;diz.&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O volante Hernanes, que j&amp;aacute; defendeu a sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o, tamb&amp;eacute;m decidiu vestir a camisa da solidariedade: &amp;ldquo;N&amp;atilde;o gosto de ver as pessoas sofrendo e fiquei inconformado com a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Haiti. Quero ajudar a tentar aliviar o sofrimento das pessoas e por isso pensei em ajudar de alguma forma. Espero que o dinheiro arrecadado ajude a M&amp;eacute;dicos Sem Fronteiras nessa importante empreitada&amp;rdquo;, diz o jogador, que autografou e doou para MSF uma camisa oficial do S&amp;atilde;o Paulo Futebol Clube, utilizada na goleada do tricolor por 3 a 0 sobre o Paulista de Jundia&amp;iacute;, no &amp;uacute;ltimo dia 28 de janeiro, pelo Campeonato Paulista.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quem tamb&amp;eacute;m participa do leil&amp;atilde;o solid&amp;aacute;rio &amp;eacute; o meia Willian, que foi revelado pelo Corinthians e hoje joga no time ucraniano Shakhtar Donetsk. Ele doou uma camisa do clube para que a venda ajude MSF a continuar o trabalho junto &amp;agrave;s vitimas do Haiti:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;ldquo;Acompanhei pelo notici&amp;aacute;rio toda a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Haiti e fiquei muito triste. Resolvi ajudar de alguma forma, pois num momento como esse a solidariedade &amp;eacute; fundamental. Espero que o dinheiro da camisa ajude a M&amp;eacute;dicos Sem Fronteiras a salvar vidas no Haiti&amp;rdquo;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cada camisa oficial ser&amp;aacute; leiloada separadamente e todo o dinheiro arrecadado ser&amp;aacute; revertido para os projetos de MSF no Haiti. Os leil&amp;otilde;es ser&amp;atilde;o feitos com o apoio do TodaOferta (&lt;a href="http://www.todaoferta.com.br/"&gt;www.todaoferta.com.br&lt;/a&gt;), site de com&amp;eacute;rcio eletr&amp;ocirc;nico do UOL, que n&amp;atilde;o cobra comiss&amp;atilde;o sobre as vendas e inser&amp;ccedil;&amp;atilde;o de an&amp;uacute;ncios e ainda permite a comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre os usu&amp;aacute;rios, facilitando as negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre vendedores e compradores.&lt;/p&gt;</description><link>http://msf.org.br:80/Noticia.aspx?c=1109</link><pubDate>22/02/2010</pubDate></item></channel></rss>